Diário de Escrita #3 – Minha rotina

Olá amigos! Hoje eu vou falar sobre a minha rotina de escrita, e mostrar um pouco sobre a maneira que eu arrumei para garantir que vou terminar minha primeira versão dentro do prazo.

Essa primeira versão, que é feita de um jeito mais ~selvagem~, onde eu sento e escrevo sem olhar para trás, precisa estar pronta até o dia 1º de outubro. Essa data não tem muita relação com a editora. Fui eu que estabeleci esse prazo, levando em conta os planos que tenho para os meses seguintes (quero começar uma outra história durante o NaNoWriMo em novembro!). O prazo é corrido mas até o momento, por incrível que pareça, eu estou 100% em dia!

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Eu não sei o que acontece comigo mas eu não funciono sem prazos e metas. Eu não consigo sentar e escrever (ou fazer qualquer outra coisa) se o prazo é “quando você terminar, sem pressão”. Porque o que me motiva a fazer as coisas é justamente essa pressão. Dessa forma, eu trabalho dentro da minha cabeça com duas metas:

  • Durante a semana eu trabalho em um único capítulo, e o objetivo é escrever pelo menos 1.500 palavras por dia. Tem dia que consigo mais e dias que consigo zero.
  • Todo sábado eu preciso finalizar um capítulo. Não importa se estou totalmente satisfeito com ele. Eu termino de qualquer forma e o que tiver que mudar, será mudado na segunda versão.

Domingo é o dia em que eu geralmente descanso e não escrevo nada (a não ser os posts aqui nesse blog). E na segunda-feira começa tudo de novo. 1.500 palavras por dia até terminar o capítulo no sábado!

Eu queria muito poder acordar cedo, preparar um café, me sentar na frente do computador e escrever durante a manhã inteira com meu gato Clarêncio deitado no meu colo. Mas isso não acontece porque a) eu trabalho de 8h às 18h e b) meu gato Clarêncio odeia ficar no meu colo. Ou em qualquer colo de qualquer outra pessoa. Ele é um ser livre.

Então, o tempo que me sobra são as noites durante a semana. Eu chego do trabalho por volta das 19h, tento jantar o mais rápido possível e só então me sento para escrever. Abro o arquivo com meu calendário de situações que comentei no post anterior, dou uma olhada em tudo que eu preciso fazer acontecer naquele dia e começo a trabalhar!

Um dos meus maiores desafios no começo era a concentração. Hoje em dia estou lidando melhor com isso e consigo ficar algumas horinhas dentro da minha história sem precisar sair para ver o mundo exterior. Coloco os fones de ouvido (daqueles que entram bem fundo no ouvido e não te deixam escutar mais nada), boto para tocar uma playlist que fiz com 20 músicas que tem o ~clima~ do meu livro (compartilharei em breve) e, o mais importante de tudo, SUMO COM O CELULAR DA MINHA FRENTE.

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O celular é uma caixinha de distrações infinitas então eu geralmente deixo ele no modo avião e ainda enfio na gaveta. Porque uma notificação pode me levar para um buraco negro de notificações, e chats, e apps e quando me dou conta passaram 3 horas e eu escrevi 4 palavras.

As coisas têm funcionado bem desse jeito, e acho que consegui me adaptar rápido à rotina de escrita + trabalho. Claro que, agora que minhas noites estão sendo dedicadas quase que 100% a escrever, eu tive que abrir mão de algumas coisas (sdds Grey’s Anatomy).

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Um gif gratuito de Doctor Sloan saindo do banho

Mas quanto mais eu me envolvo com a minha história e quanto mais eu conheço meus personagens, mais eu sei que no final das contas vai valer a pena. Porque, olha, escrever é um trabalho que te consome mas de um jeito diferente. Por mais que eu tenha determinado que meu horário para me dedicar ao livro são as noites da semana inteira, eu sinto como se estivesse dedicando meu dia inteiro para a história.

Eu penso nessa história o dia inteiro. No ônibus, almoçando, durante o trabalho. Minha cabeça está sempre pensando em diálogos interessantes ou situações que podem acontecer para que os meus personagens se mostrem para o leitor. Quando estou lendo algum livro (porque ler é um dos únicos entretenimentos que eu não abri mão, porque né???) e eu vejo histórias de outros autores que mexem comigo, me emocionam ou me fazem rir, isso me motiva ainda mais a chegar em casa e escrever da melhor maneira que eu posso.

Acho que estou romantizando um pouco o processo. Tem dias que é tudo uma bosta. As ideias são ruins, as palavras não saem, eu largo a história e vou dormir me sentindo culpado. Mas as partes boas são boas o bastante para me fazer superar a parte ruim.

Até o próximo post! Beijão pra todos 😉

 

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