Diário de Escrita #4 – À espera de um milagre

Olá amigos! Vou começar o diário de escrita de hoje jogando a verdade: Essa semana foi DOIDA. Geralmente a minha rotina de escrita é diretamente influenciada pelo meu humor e pelo que está acontecendo nos outros campos da minha vida. Se a vida tá bem eu escrevo bem, se a vida tá ruim eu não escrevo nada.

Mas nessa última semana foi tudo diferente. A vida tá boa. Coisas legais acontecendo, notícias boas chegando por e-mail, a mãe da May tirou tarô pra mim e foi um sucesso. Mas na hora de sentar e escrever foi tudo um desastre nos últimos dias. Fiquei um tempão preso na mesma cena. Escrevi diálogos bem ruins. Tive uma breve crise por não conhecer a alma dos meus personagens. Basicamente eu passei cinco dias odiando qualquer coisa que eu escrevia.

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Ontem foi o último dia para que eu concluísse o capítulo dessa semana dentro do prazo que estabeleci. Então, como não tinha para onde correr, sentei e escrevi, escrevi, escrevi. Até ficar exausto. Até ficar razoavelmente satisfeito. No fim das contas deu certo, cumpri meu prazo direitinho e estou pronto para começar o capítulo seguinte.

Mas fiquei pensando nos motivos que me causaram esse bloqueio nos últimos dias e acredito que cheguei na crise do meio da história. Não sei se isso é uma coisa oficial, mas eu já sabia que aconteceria comigo. Quando comecei a criar o outline da minha história, listando e escrevendo de maneira resumida tudo que eu queria que acontecesse, eu sempre tive o começo e o fim muito bem definidos. Não me preocupei muito com o meio, e sempre pensava que quando chegasse a hora, o Vitor do futuro encontraria uma maneira de resolver o meio da história.

Acontece que cheguei na metade, o Vitor do futuro sou eu, e eu não tenho a menor ideia do que estou fazendo. Okay, não é pra tanto. Eu tenho uma leve ideia do que estou fazendo. E na maior parte do tempo eu sei onde quero chegar. Mas sempre bate aquele medinho de errar. Quando estou lendo qualquer livro eu sou chato com um monte de coisas, e no começo eu achava que esse senso crítico seria muito útil na hora de escrever minha história. Afinal, se eu sei tudo que me irrita em uma livro, é só eu não cometer esses erros e terei a história perfeita, certo? ERRADO.

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Pensar nesse monte de coisas que eu não gosto em uma história só me deixa mais apavorado. Quero que o meio do meu livro tenha um ritmo dinâmico, acontecimentos importantes e que deixem o leitor com vontade de saber o que vai acontecer na página seguinte. Mas isso é meio o que qualquer autor quer, não é?

Sendo sincero com vocês, eu sei pouquíssimo a respeito do que vai acontecer nos meus próximos dois capítulos. Eu sei como eles são capítulos importantes, sei as ideias gerais que eu tenho para cada um, mas não tenho a menor ideia de quais serão as situações que vão acontecer. Tenho que torcer para que os próximos dias sejam inspiradores. Minhas melhores ideias até agora apareceram quando eu estava no ônibus, e espero que essa semana não seja diferente. Espero que no futuro, quando o livro estiver publicado, vocês lembrem desse texto aqui, leiam meu livro e pensem “Isso aqui tá tão legal que nem parece que o Vitor não tinha ideia do que ele estava fazendo.”

Nas próximas semanas eu conto mais. Torçam por mim. E obrigado por aguentarem esse drama todo. Vocês são demais ❤

 

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