Diário de Escrita #16 – O segundo é mais difícil mesmo

Oi amigos! Eu me sinto extremamente desapontado comigo mesmo por ter passado por quase todo o processo de escrita de Piratas gays sem registrar os detalhes aqui. Fiquei adiando e adiando minhas postagens e toda vez que eu pensava em escrever aqui eu desistia porque tudo que saía de mim era AAAAAAAAAAAAAAARRRGHHGAAAAAAAA e acho que poucas pessoas estariam dispostas a ler sobre isso.

Mas o negócio é que eu terminei de escrever o livro. Foi doloroso na maior parte do tempo mas a história saiu.

Existe toda aquela coisa da síndrome do segundo livro e eu posso garantir que passei por todas as etapas.

A empolgação de começar um livro novo ✅
O medo de ser muito diferente do primeiro ✅
O medo de ser muito igual ao primeiro ✅
Não saber lidar com as expectativas das pessoas ✅
Não saber lidar com as minhas próprias expectativas ✅
A vontade de apagar tudo e começar do zero ✅
Chorar às vezes ✅
Terminar e reler tudo achando uma bosta ✅
Reler mais uma vez e não achar tão ruim assim ✅

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E, agora, enquanto escrevo esse post, estou em um momento muito melhor. Estou relendo, reescrevendo e editando tudo, e quanto mais tempo eu passo com os meus personagens mais eu me apego a eles e tenho certeza de que essa vai ser uma história muito importante para muitos leitores.

Acho que as coisas começaram a funcionar melhor quando, depois de muito desgaste, eu parei de me importar com o que os outros iriam achar e comecei a focar em escrever a história para mim. Como um escritor que pretende viver disso um dia e precisa criar histórias que conversem com seus leitores e com o mercado editoral de uma forma geral, essa não é uma missão muito fácil. Afinal, eu escrevo para que outras pessoas leiam, certo? Certo.

Mas, antes disso, se essa história não fosse boa para mim, eu acho que não seria boa para ninguém.

O processo de escrita foi completamente diferente de Quinze dias. EM QD eu mostrava o livro para todos os meus amigos o tempo inteiro. Eu berrava sobre Felipe e Caio para qualquer pessoa que estivesse aparentemente disposta a ouvir. Mas em Piratas eu meio que me fechei. Tirando a minha agente (linda) Tassi e algumas pessoas da editora, ninguém mais leu o livro até agora. Nem meu namorado leu (e em QD ele meio que acompanhava capítulo a capítulo). Acho que isso reflete muito na minha insegurança com essa história.

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Como já comentei aqui, Piratas gays não é um livro 100% de fantasia, mas tem alguns elementos fantásticos. Essa foi a minha primeira vez escrevendo coisas fora da nossa realidade e foi um desafio ENORME. Dentro do núcleo que se passa no nosso mundinho real eu abordei temas que mexem muito comigo e, no geral, o livro fala muito sobre família. Jonas, meu protagonista, tem uma relação muito complicada com seus pais conservadores e a diferença entre escrever os pais de Jonas e escrever tia Rita (a mãe de Felipe e de todos nós) foi gritante.

Ainda não tenho datas reais e oficiais de quando o livro vai estar disponível nesse mundo. Sei que vai ser esse ano mas não sei quando exatamente. Mas estou dando o meu melhor para que Piratas gays chegue nas livrarias o mais bem trabalhado possível. Com um texto redondinho e uma mensagem de amor e aceitação.

E, como eu sempre gosto de lembrar, o título oficial NÃO É Piratas gays (triste, eu sei), mas posso adiantar para vocês que já tenho um título que é tão especial quanto.

Daqui pra frente tenho um longo caminho de revisão para fazer. Depois vem todo o processo envolvendo a capa (QUE VAI SER LINDA DEMAIS) e quando você piscar, já vai ter livro novo meu existindo.

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Doido que sou, é claro que já estou pensando na próxima história! É a ideia mais ambiciosa que eu já tive e eu quero muito poder começar em breve. No meio disso tudo tem mais surpresinhas para o final do ano, uma ideia para quadrinho que vai sair um dia e uma fanfic ShawNick que eu começo a publicar anonimamente no Wattpad nos próximos meses. Minha cabeça está cheia de ideias mas, finalmente, está em paz.

Prometo ser uma pessoa decente e falar mais sobre meu processo de escrita aqui. Obrigado por não desistirem de mim.

Um comentário em “Diário de Escrita #16 – O segundo é mais difícil mesmo

  1. Pablo Galvão (@oieusoupablo)

    AAAAAH… estava esperando tão ansiosamente por um post novo aqui! AAAH! ♥
    Estou muuuito desesperado por esse livro e agora por essas coisinhas que você comentou aí (HQ, fanfic, etc). Uma dúvida… a fanfic vai ser anônima, mas tem como eu acompanhar? (emoji pensante)…

    Um beijo e um queijo! ♥

    Curtir

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